Consumismo

O consumismo tem origens emocionais, sociais, financeiras e psicológicas onde juntas levam as pessoas a gastarem o que podem e o que não podem com a necessidade de suprir à indiferença social, a falta de recursos financeiros, a baixa auto-estima, a perturbação emocional, entre outros.

Esse processo aumentou após a Revolução Industrial, pois os meios de fabricação se tornaram mais ágeis, o que não era possível no período manufatureiro. A sociedade capitalista da atualidade é marcada por uma necessidade de consumo, tendo disponibilidade a produtos do mercado externo e internos, pois com a globalização os meios de compra e uso ficaram mais acessíveis a todas as classes.

Isso não é diferente para com os jovens, considerados “A geração multimídia”, e que podem se declararem os mais consumistas da atualidade; porém eles fazem de tudo e ao mesmo tempo, mas suas preferências pessoais são fundamentais na escolha de suas compras, isso leva este jovem a não ter visão de futuro e ter uma juventude imediatista. Cerca de 28 milhões de brasileiros nessa faixa etária, movimentam aproximadamente 30 milhões de reais por ano, influenciando seus pais e familiares e a partir da sua própria renda gastam descontroladamente.

Estudiosos afirmam que esse tipo de comportamento de super valorização de marcas é uma questão social de consumo, ligada juntamente a adolescência, contudo muitos jovens já gastam além do limite e se endividam por esses motivos.

Uma pesquisa realizada pela ONU em 2003 descobriu que os adolescentes brasileiros são os que mais consomem no mundo, ficando apenas atrás dos franceses, japoneses, argentinos, australianos, italianos, indianos, americanos e mexicanos. Outra pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Marplan, constatou que 37% dos jovens fazem compras nos shoppings, contra 33% dos adultos. Além disso, são os que mais viajam, vão ao cinema, compram mais tênis de marca, gastam mais com roupas de grife, consomem mais produtos diet., tem mais computadores, assistem mais DVDs e são os que mais consomem fast foods.

De acordo com a revista Veja 43% dos jovens tem aparelhos de som, 39% TV, 25% MP3, 16% videogame, 11% telefone fixo, 11% CD, 10% computador, 10% DVD (videocassete) no quarto.
Os sonhos de consumo das meninas são; produtos diet., revistas de fofoca e astrologia, compram mais em shoppings, gastam mais em filmes e compram mais roupas. Já os sonhos de consumo dos meninos são; computadores, internet, tênis de marcas, roupas de grifes, DVDs em casa e automóveis.

Consumismo x Consumo
O Consumo está ligado ao adquirir, aproveitar bens, produtos, para satisfazer reais necessidades de sobrevivência humana. Em contrapartida  como apresentado o consumismo, é o ato, ou hábito de adquirir produtos em geral supérfluos sem que haja necessidade real, de maneira muitas vezes compulsiva, gerando até mesmo problemas financeiros para as pessoas, que desviam parte do dinheiro que seria empregado para fins mais necessários para compras sem necessidade.

Economia e Crise de 2008
O poder financeiro do jovem depende diretamente de seus pais a partir de mesadas e outros recursos, parte destes trabalham e sustentam suas próprias vaidades, além de estudarem.

Com a crise financeira no ano de 2008 houve por parte dos países, políticas para que o mercado de consumo se propagasse numa tentativa de estabelecer recuperação na economia mundial, estimulando a prática da compra exacerbada e surgindo assim o crescimento de classes desfavorecidas.
A nova geração de consumidores das classes populares tem apresentado uma mudança cultural, também em função das diversas facilidades de pagamento.

As empresas têm maior em enfoque em produtos voltados para o jovem, que recentemente é quem mais tem mais contribuído para a movimentação na economia, com o passar dos anos tem se percebido um elevado investimento na tentativa de conquistar esse público de tamanhas formas.

Perfil de consumo e influências
O alvo principal de consumo dos adolescentes está diretamente ligado a setores como alimentação e lazer, embora esteja presente também em outros setores. E estes sentem sede por mudanças, muitas vezes vindas da influência da mídia e publicidade que estão sempre arrumando de alguma forma que eles caiam na tentação de querer sempre “o novo” - sejam elas a tendências do seriado ou filme do momento ou até o que o artista na TV está usando, entre outros pontos - e assim querendo comprar cada vez mais.

É comum de se observar nos anúncios publicitários jovens saudáveis e bonitos, sorridentes, sempre se divertindo e mostrando uma vida sem problemas. Os empresários estão de olho na juventude; as campanhas incentivam o imediatismo, a idéia de aproveitar a vida para não se arrepender do que podia ter feito e não fez. Ela aposta no comportamento impulsivo do jovem, que consome de forma desenfreada. A ideia é que assim que assistir ao anúncio a pessoa consuma rapidamente o produto. Sabe-se que nem todo jovem compra, viaja e se diverte sem pensar nas conseqüências. Mas é fato que, quanto mais nova e inexperiente, mais influenciável a esse tipo de conduta é a pessoa.


Alguns especialistas dizem que os dias atuais colaboram para uma situação como esta. Muitos avaliam que hoje o jovem possui um pensamento de que seu dinheiro é individual. E mesmo aquele que trabalha fora não contribui financeiramente em casa, se sentindo, assim, livre para consumir da maneira que quiser.


As relações sociais é outro grande elemento que ajuda a mover o universo consumista, pode ser destacada a relação existente entre amigos, por exemplo, que na hora das compras podem ser representado como sinal de referência.



        


Consumismo infantil e os efeitos da publicidade
Em curto prazo, é possível falar sobre o estresse familiar. Basta ver uma criança chorando porque não tem algum tipo de produto, que ela acaba acreditando ser importante possuir. E os pais, que muitas vezes trabalham o dia inteiro, querem compensar de alguma forma sua ausência e acabam cedendo à pressão das crianças. Há uma grande indústria por trás do consumo infantil; entretanto, todos os comerciais deveriam ser dirigidos aos pais, pois são eles que exercem a compra.

Hoje em dia a publicidade está em todos os lugares na TV, nas ruas, nas revistas e jornais e forçando os indivíduos a serem mais consumidores que cidadãos. Hoje, tudo se reduz a uma questão de marketing. Uma empresa de alimentos geneticamente modificados pode comprometer a saúde de milhões de pessoas. Não tem a menor importância se uma boa máquina publicitária for capaz de tornar a sua marca bem aceita entre os consumidores. Isso vale também para o refrigerante que descalcifica os ossos, corrói os dentes, engorda e cria dependência. Ao bebê-lo, um bando de jovens alvoroços sugere que, no líquido borbulhante, encontra-se o elixir da suprema felicidade.


A sociedade de consumo é religiosa às avessas. Quase não há clipe publicitário que deixe de valorizar um dos sete pecados capitais: soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria. 'Capital' significa 'cabeça'. Ensinam que são capitais os pecados que fazem perder a cabeça e os quais trazem diversos males.


                                           



Relações Familiares
Como já dito o fator novidade é de suprema importância no agravo do consumismo, pois a partir deste a pessoa passa a ser induzida querendo comprar mais e mais, pode ser citado no caso do Japão onde há bastantes recursos tecnológicos e com facilidade os adolescentes estão sempre transformando seus acessórios em acessórios obsoletos e consequentemente efetivando a troca por um mais moderno.

Porém, um dos motivos principais que pode vir a ser considerada a base para a origem do problema e o que fortifica mais essa tendência são as relações existentes entre as famílias, nos dias atuais não há mais a necessidade de cultivar os laços fraternos e com esta desintegração acaba que por sua vez dar entrada a um espaço de carência na vida do jovem, e como forma de recompensa de todo esse descaso a cultura de consumo se torna um meio de refúgio, então, este transfere sua necessidade para o mercado que a mídia oferece. Se sentindo assim mais bem aceito na sociedade.

Consumismo uma nova droga?
O que antes era um simples ato de comprar, hoje indica a quantidade de poder no qual se pode comprar, este efeito de certa forma pode ter alusão a uma droga, a partir do modo em que as pessoas lidam com tal problema. Quando essa se sente deprimida ou frustrada, nada que uma compra “resolva” para esquecer seu problema e o sirva como motivo de reanimação.

Uma doença
O fato de sentir a necessidade que o produto adquirido não é o suficiente, o aumento dos gastos desnecessários, criando subsequentemente uma dívida maior que o limite possuído e mesmo assim não se sentir satisfeito e fraquejar, caindo mais uma vez na tentação são os principais sintomas criados pelas pessoas que sofrem o distúrbio e no sentido figurado seriam as compras, a “droga” que teria a missão de acalmar os ânimos até se vir gastar mais uma vez.




                                  

Alienação x Consumismo
Alienação é criticar o consumismo da sociedade sem parar de consumir. É não se incluir nas próprias críticas, é excluir-se do sistema, é achar que a culpa é da sociedade, dos meios de comunicação, ou do capitalismo e nunca achar que a culpa é do coletivo.Todos são responsáveis por tudo isso, não existem apenas vítimas disso. Ninguém escapa, todos são alienados. Na verdade, podemos dizer que o consumismo produz alienação e vice-versa. Mais do que alienado do próprio desejo, o atual escravo do consumo corre o risco de mais adiante estar alienado da própria vida. A sociedade cria consumistas e não cidadãos, já que hoje quem não tem o poder de compra é um excluído dessa sociedade. Esse é o ato de medir as pessoas pelo que elas têm e não pelo que são.